O diagnóstico preciso é fundamental para qualquer condição médica, e o tinnitus não é exceção. Embora muitas vezes seja descrito como um simples zumbido no ouvido, o tinnitus pode variar significativamente de uma pessoa para outra, tornando o diagnóstico detalhado ainda mais crucial. É aqui que entra a microaudiometria, uma ferramenta avançada de diagnóstico que permite identificar, com precisão, as frequências auditivas afetadas e que é um componente-chave do tratamento de tinnitus com o REVE 134.
O que é a Microaudiometria?
A microaudiometria é uma técnica de avaliação auditiva de alta resolução que mede os limiares auditivos em um número maior de bandas de frequência do que a audiometria convencional. Enquanto um teste auditivo padrão geralmente abrange cerca de seis a oito frequências, a microaudiometria pode avaliar mais de 60 frequências diferentes.
Saiba mais sobre a Microaudiometria AMA-PTA, o exame de alta resolução em 134 frequências utilizado pela VP Health.

Isso permite que o audiologista identifique até mesmo pequenas variações na capacidade auditiva, que podem ser responsáveis pelo desenvolvimento do tinnitus.
Importância da microaudiometria no diagnóstico de Tinnitus
O tinnitus é frequentemente associado a perda auditiva, e a microaudiometria permite mapear com precisão as áreas do ouvido interno que podem estar danificadas. Esse mapeamento é crucial porque o tinnitus geralmente está relacionado a frequências específicas em que há perda auditiva ou disfunção auditiva. Com a microaudiometria, é possível:
- Identificar a Frequência do Tinnitus: Sabendo exatamente em qual frequência o paciente percebe o tinnitus, o tratamento pode ser ajustado para focar diretamente nessas áreas.
- Detectar Pequenas Deflexões Auditivas: Mesmo que o paciente tenha uma audição aparentemente normal em um exame convencional, a microaudiometria pode detectar deflexões auditivas menores que podem estar associadas ao tinnitus .
- Acompanhamento de Melhoras: Ao longo do tratamento, a microaudiometria pode ser usada para monitorar mudanças na audição e na percepção do tinnitus, ajustando o tratamento conforme necessário.
Microaudiometria e o tratamento REVE 134
O REVE 134 utiliza os resultados da microaudiometria para personalizar o tratamento do tinnitus. Como mencionado anteriormente, o REVE 134 não é simplesmente um dispositivo que mascara o som, ele atua diretamente nas frequências identificadas como problemáticas.
A microaudiometria fornece os dados necessários para determinar quais áreas precisam ser estimuladas e em quais intensidades. Isso permite que o tratamento seja ajustado para cada paciente de forma única, melhorando significativamente os resultados .
A combinação de microaudiometria com o tratamento REVE 134 tem demonstrado ser uma abordagem eficaz, já que os estímulos sonoros modulados podem reeducar o sistema auditivo e reduzir a percepção do tinnitus em longo prazo. Além disso, estudos clínicos indicam que essa abordagem tem benefícios duradouros e pode até ajudar na restauração parcial da função auditiva.
Casos de Sucesso na Colômbia
O uso da microaudiometria como parte da estratégia de tratamento do tinnitus com o REVE 134 já demonstrou sucesso significativo.
Na Colômbia, mais de 1.000 pacientes foram tratados utilizando essa abordagem em mais de 65 centros auditivos espalhados por 18 cidades. Em mais de 85% dos casos, houve uma redução perceptível na intensidade do tinnitus, proporcionando alívio significativo para os pacientes.
Esses resultados reforçam a importância de diagnósticos detalhados e tratamentos personalizados, como os fornecidos pela microaudiometria.
Conclusão
O diagnóstico detalhado é essencial para o sucesso no tratamento do tinnitus, e a microaudiometria é uma ferramenta indispensável nesse processo. Ao identificar as frequências auditivas mais afetadas, esse exame permite a personalização do tratamento com o REVE 134, proporcionando alívio para milhares de pacientes que sofrem com tinnitus.
Com essa tecnologia avançada, é possível não apenas reduzir os sintomas, mas também promover uma recuperação significativa da função auditiva.
Referências:
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- Schaette, R., & Kempter, R. (2006). Development of tinnitus-related neuronal hyperactivity through homeostatic plasticity after hearing loss: a computational model. Eur. J. Neurosci. 23, 3124–3138. doi:10.1111/j.1460-9568.2006.04774.x
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