Microaudiometria AMA-PTA®: Um exame complementar para entender o que os testes tradicionais ainda não revelam

Microaudiometria AMA-PTA: audiometria de alta resolução do zumbido

Sumário

A Microaudiometria AMA-PTA mede deflexões auditivas sutis para uma conduta médica mais adequada ao paciente com zumbido.

Mais de 28 milhões de brasileiros convivem com o zumbido, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde e dados nacionais de prevalência auditiva [Guzmán et al., 2021].

Para muitos, ele não é apenas um som incômodo – é uma presença constante que impacta o sono, a concentração, o bem-estar emocional e a qualidade de vida. Esses pacientes muitas vezes têm audiometria considerada “normal” e, ainda assim, relatam um sofrimento real, diário. 

Embora muitos pacientes com perda auditiva se beneficiem do uso de amplificadores para reduzir a percepção ou o impacto do zumbido, existe uma parcela significativa da população que sofre do sintoma sem apresentar necessidade clínica de amplificação, especialmente aqueles com perda auditiva oculta ou lesões em microestruturas que não são detectadas nos exames convencionais.

Para esses casos, a riqueza de detalhes oferecida pela AMA-PTA® é essencial: ela permite identificar alterações sutis que ajudam a explicar o sintoma e guiar uma conduta clínica mais precisa e personalizada.

É nesse cenário que a VP Health apresenta a microaudiometria AMA-PTA®: uma tecnologia de alta resolução, já consolidada em centros internacionais, que oferece o que os exames convencionais não foram projetados para oferecer – sensibilidade suficiente para detectar lesões em micro estruturas  cocleares que podem estar por trás do zumbido.

Um novo padrão de cuidado para um problema que exige escuta clínica e evidência objetiva.

O que é a Microaudiometria AMA-PTA®?

A AMA-PTA® é um procedimento de medição audiométrica por tons puros baseado na norma ISO 226:2003. Automatizada e controlada por computador, ela utiliza o “Algoritmo de Seguimento de von Bekesy” com apresentação de 10 estímulos tonais pulsados por segundo, com 5 repetições aleatórias. Isso reduz interferências causadas por atenção seletiva, expectativa e confusão com o próprio zumbido.

O grande diferencial está na resolução: a AMA-PTA® permite testes com até 134 bandas de frequência (resolução de 1/24 de oitava), enquanto a audiometria convencional utiliza entre 6 e 11 frequências. Isso possibilita um mapeamento detalhado do órgão de Corti e a localização precisa de células ciliadas alteradas – áreas críticas que podem estar associadas à gênese do zumbido.

Como os resultados são apresentados?

Os resultados da microaudiometria AMA-PTA® são exibidos de forma clara e acessível dentro do próprio software, com foco em facilitar a análise clínica. Há três formas principais de visualização:

  • Visualização gráfica direta no sistema: o profissional acompanha em tempo real as respostas do paciente com representação gráfica intuitiva, permitindo rápida identificação de padrões atípicos.
  • Gráfico de audiometria tradicional em alta resolução: semelhante ao formato clássico da audiometria tonal, porém com muito mais pontos por oitava (até 134 bandas), revelando detalhes sutis de deflexão coclear.
  • Relatório descritivo em formato textual: apresenta as bandas com maior deflexão de forma clara, permitindo que o profissional revise minuciosamente as áreas alteradas e tome decisões clínicas com maior precisão.
microaudiometria ama-pta audiograma
Gráfico de audiometria com a Microaudiometria AMA-PTA

Para quem é indicada?

A AMA-PTA® é recomendada para adultos a partir de 18 anos, especialmente em situações clínicas que exigem uma avaliação auditiva mais sensível e precisa. 

Seu uso tem se destacado principalmente em pacientes com zumbido subjetivo e audição funcional, mas o exame também pode ser considerado de forma complementar em outros contextos clínicos onde há necessidade de se entender melhor as microestruturas auditivas.

Isso inclui casos em que os exames convencionais não explicam plenamente os sintomas relatados pelo paciente, ou quando é necessário estabelecer um perfil auditivo de alta resolução para orientar a conduta terapêutica.

O que dizem os estudos?

Estudos conduzidos em centros de referência na Colômbia reforçam o valor clínico da AMA-PTA®.

Em um estudo de prova de conceito, a microaudiometria identificou deflexões auditivas entre 8 e 12 kHz que coincidiam com a frequência do zumbido relatado, permitindo guiar de forma mais precisa o plano terapêutico [Suarez et al., 2023].

Outro trabalho, publicado na revista Areté, integrou a AMA-PTA® à avaliação de pacientes com zumbido crônico. A partir da análise audiológica de alta resolução fornecida pela AMA-PTA®, os profissionais conseguiram identificar áreas específicas de alteração coclear que auxiliaram diretamente na escolha e personalização do tratamento com estimulação acústica.

Foram observadas reduções significativas nos escores do THI e EVA após o acompanhamento, reforçando que a definição precisa da área afetada contribuiu para uma resposta clínica mais eficaz ao tratamento personalizado [López Toro et al., 2022].

Considerações finais

Embora a AMA-PTA® seja especialmente relevante para a avaliação de pacientes com zumbido, seu alto nível de detalhamento também abre possibilidades de uso complementar em contextos clínicos diversos, sempre que for necessária uma análise auditiva mais refinada.

Para profissionais que enfrentam o desafio diário de compreender e acompanhar casos de zumbido subjetivo, a AMA-PTA® oferece mais do que um exame: ela entrega clareza onde antes havia dúvida, apoio diagnóstico onde antes havia incerteza. É uma ferramenta que transforma escuta clínica em evidência objetiva.

Quer entender como ela pode ser aplicada no seu consultório ou serviço? Acesse www.vphealth.com.br e fale com nossa equipe para uma demonstração personalizada.

Referências

Suarez, A. M. R., González, D., García, A., Barón, C., & García, J. M. (2023). Combined sound conditioning therapy and counseling for tinnitus treatment: proof-of-concept study in Colombia. International Journal of Otorhinolaryngology and Head and Neck Surgery, 9(9), 719–724.

López Toro, A. M., González Eslait, F. J., Blanco Sarmiento, P., & Ocampo, C. (2022). Efectos de la estimulación acústica personalizada en pacientes con tinnitus. Areté, 22(1), 19–26.

Guzmán, J. E., Ordóñez-Ordóñez, L. E., Beltrán-Henríquez, J. M., Valderrama-Penagos, J. X., et al. (2021). Manejo del tinnitus con estimulador de sonido con especificidad frecuencial. Acta de Otorrinolaringología & Cirugía de Cabeza y Cuello, 49(3), 184–188.

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